Para que serve ler ficção? Quais os limites da literatura, que experiências, ideias, emoções, sensações ela pode transmitir? Vamos ser práticos: está chovendo, tenho essa xícara de chá e o resto do dia livre, o que eu faço?
Não me lembro como encontrei essa coleção de contos norte-americanos, "29 Great American Short Stories", deve ter sido por pura sorte. Queria falar dela aqui porque é uma ótima resposta às perguntas acima — incompleta, como todas seriam, mas (cuidado, lá vem uma lista de adjetivos) rica, instigante, reveladora.
Aqui está a lista (devem existir traduções de todos eles em livros):
É só escolher qualquer um para começar e descobrir o que ele tem a oferecer a você. Não sei quem fez a seleção, mas merece um abraço. Espero que muitas pessoas a encontrem.
Sei de alguém que deve lê-los, deitado numa cama de hospital, sem conseguir dormir, cansado de olhar para um jovem voluntário como um soldado voltando da mais sangrenta das batalhas olharia para um menino brincando com soldadinhos de chumbo. Certo?
-- Certo, já li vários deles, vou ler todos. Ei, garoto, você lê rápido?
-- Sim, você quer que eu leia pra você?
-- Não, leia pra você. Longe daqui. E feliz porque não dependemos do Willian escrever alguma coisa pra termos o que ler.
Hrm.
-- Não te entendo, escritor.
Pelo menos eles parecem felizes agora.
Receita pra aproveitar melhor cada um desses contos: lê-lo, depois buscar informações sobre ele e quem o escreveu (na Wikipedia, por exemplo).